O prefeito municipal, Roberto Adamoski, participou da primeira oficina de capacitação. Foto: AP
A primeira fase de elaboração do Plano Diretor do município de Quatro Barras começou nesta última semana, quando foi realizada uma oficina de capacitação entre a equipe da Ambiens, contratada para assessorar a administração, e a equipe técnica local.
De acordo com o coordenador da Ambiens, Alexandre Pedrozo, a equipe tem até o início do próximo ano para finalizar o Plano Diretor e encaminhá-lo para aprovação na câmara legislativa. “Com esta primeira oficina, a intenção é constituir um grupo de trabalho local, que estará discutindo todo o processo do plano, os princípios, e também os métodos de condução dos trabalhos”, explicou Pedrozo.
Segundo ele, os trabalhos estarão divididos em seis fases. “A cada duas fases realizaremos uma audiência pública para reunir todos os segmentos da cidade”, esclareceu Pedrozo, ao informar que os encontros ainda não têm datas definidas, mas que serão marcados e divulgados com antecedência.
A Ambiens Sociedade Cooperativa é uma organização sem fins lucrativos, que desde 2000 reúne profissionais de diferentes áreas para atuar no planejamento e gestão do desenvolvimento urbano e rural das cidades.
Plano Diretor
Com a aprovação do Estatuto da Cidade, em 2001, e com a regulamentação dos artigos 182 e 183, que tratam da política de desenvolvimento urbano, ficou definida a obrigatoriedade da existência do Plano Diretor em cidades com mais de 20 mil habitantes, ou que façam parte de regiões metropolitanas. “Há outros critérios também, como municípios que têm obras de grande impacto, como por exemplo a barragem do Iraí, e municípios ligados ao setor turístico”, informou Pedrozo.
Para o prefeito municipal, Roberto Adamoski, o Plano Diretor é importante na medida em que direciona o desenvolvimento das cidades para os próximos 10 anos. “Por estarmos em área de preservação, o nosso Plano Diretor tem que prever também questões relacionadas à geração de renda, meio de transporte, exploração do meio ambiente com racionalidade e aproveitamento dos pontos turísticos, como o Caminho do Itupava, a Estrada da Graciosa e o Morro do Anhangava”, apontou Adamoski.
O prefeito afirmou também que é indispensável a participação de órgãos governamentais - como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e a Sanepar -, além de organizações não governamentais (Ong’s) e de instituições de ensino, na elaboração do Plano Diretor. “A participação de representantes desses órgãos nas audiências públicas permitirá que o plano seja debatido como um todo”, enfatizou o prefeito.