Capital do estado do Paraná, Curitiba tem cerca de 1,8mi de habitantes e é a sétima cidade mais populosa do país (IBGE, 2009). Sua Região Metropolitana é composta por vinte e oito municípios que se extende dos limites do estado de São Paulo à fronteira com Santa Catarina.
Reconhecida internacionalmente pela sua qualidade de vida e objeto de estudo constante no campo do planejamento, a cidade é referenciada por suas “best practices”, associadas principalmente às práticas de planejamento urbano.
No entanto, é necessário olhar criticamente e perceber que esse “consenso” sobre a cidade modelo foi politicamente construído. O território é marcado pela seletividade social do uso do solo, sendo nitidamente definido o lugar ocupado pelas diferentes classes. O anel periférico é funcional a esse modelo, porque justamente nessa fronteira dos municípios, dotados de uma série de precariedades, concentra-se a população carente.
A trajetória do planejamento urbano implementado em Curitiba reafirma a desigualdade, reforça o efeito polarizador da capital nas relações entre municipalidades, desconsiderando a escala metropolitana. A recente política urbana na cidade pode ser vista como continuidade do planejamento iniciado na década de 1960, e que tem aprofundado a divisão do território e a segregação em termos de renda, acesso a serviços e infra-estrutura pública.
Desta forma, a equipe executiva do PPLA organizou uma visita técnica à cidade de Curitiba, na qual profissionais da Ambiens irão acompanhar os interessados. A ideia é ver conhecer parte da cidade e ajudar a compreender o processo de planejamento e a crítica que se faz à ideia de "modelo de planejamento que deu certo". A visita ocorrerá no sábado (07) e maiores informações sobre roteiro e custos serão divulgadas aos participantes durante o seminário, pela organização.
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